JUBILEU DE OURO DO DIÁLOGO CATÓLICO-JUDAICO: PRIMEIROS FRUTOS E NOVOS DESAFIOS

 

Cinquenta anos após a declaração da Igreja Nostra Aetate § 4 que ensina a mútua estima e o diálogo entre Católicos e Judeus, este livro avalia os primeiros frutos deste fecundo diálogo e apresenta novos desafios. Nele encontramos duas conferências inéditas, em português, do Cardeal Kurt Koch, atual Presidente do Pontifício Conselho para a Promoção da Unidade dos Cristãos e para as Relações Religiosas com o Judaísmo. Cardeal Kurt Koch fala de Nostra Aetate como bússola permanente do diálogo. Enfim, há também duas declarações de “nossos irmãos mais velhos” que avaliam a caminhada deste primeiro jubileu e dizem claramente o que esperam das relações entre Judeus e Católicos: fazer a vontade de nosso Pai dos céus numa parceria entre Judeus e Cristãos. Seguindo os passos de seus predecessores, o Papa Francisco confirma tudo isto dizendo: “de inimigos e estranhos nos tornamos amigos e irmãos. Espero que a proximidade, a compreensão mútua e o respeito entre as nossas duas comunidades continuem a crescer”.


CONVIDADOS AO BANQUETE NUPCIAL: UMA LEITURA DE PARÁBOLAS NOS EVANGELHOS E NA TRADIÇÃO JUDAICA

Prof. Dr. Pe. Donizete Luiz Ribeiro

Convidados ao banquete nupcial nasceu como tema de pesquisa e vontade de fazer um trabalho de comparação entre textos dos nossos evangelhos com textos da tradição judaica a fim de mostrar sobretudo suas semelhanças, no espírito do “patrimônio comum” suscitado pela declaração do Concilio Vaticano II Nostra Aetate, parágrafo 4.

A demonstração é feita a partir de duas parábolas e desenvolve o tecido parabólico ligado ao tema do banquete que o senhor/rei oferece aos seus servos e convivas, tanto nos evangelhos como na tradição rabínica. Este “patrimônio” literário judaico-cristão é uma fonte cristalina e tem raízes tão profundas que nos conduzem a um diálogo que respeita e valoriza as diferenças.


JESUS FALA COM ISRAEL: UMA LEITURA JUDAICA DE PARÁBOLAS DE JESUS

Rabino Philippe Haddad

Jesus fala com Israel é o resultado de encontros de estudos entre amigos judeus e cristãos em torno das parábolas de Jesus, em Nîmes, Saint-Germain-em Laye, Paris (Colégio dos Bernardinos) e sobretudo na diocese de Essonne há alguns anos graças ao Serviço Diocesano de Relações com o Judaísmo (SDRJ).

Nossa intenção escrevendo este livro foi de reencontrar as raízes judaicas deste discurso de Jesus (Yeshua) que, tendo uma grande originalidade, se inscreve na lógica farisaica. Esta interpretação, livre e cheia de paixão, cria a possibilidade de um diálogo autêntico entre judeus e cristãos, num face a face em que cada um encontrará naquilo que o outro traz o enriquecimento para melhor esclarecer sua própria fé.


O CICLO DE LEITURAS DA TORAH NA SINAGOGA 

Pe. Fernando Gross

Um material de aprofundamento bíblico baseado na tradição escrita e oral dos judeus e das orientações da Igreja desde o Vaticano II aos dias atuais e o ensinamento dos últimos Papas, confirmando o caminho de estima mútua e amizade no diálogo com o judaísmo e o patrimônio comum presente no Pentateuco em todas as Sagradas Escrituras.

Este trabalho é uma introdução à leitura da Bíblia, aos comentários, às fontes diversas e à evolução da Tradição de Israel e de Jesus. Fornece ainda citações do Antigo e do Novo Testamentos, favorecendo a compreensão de uma Teologia da continuidade das Sagradas Escrituras, estimulando a consciência de herança espiritual comum a judeus e cristãos (Pe. Fernando Gross).

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AS RELAÇÕES JUDEUS-CRISTÃS DO PRIMEIRO SÉCULO

Prof. Ms. Pe. Manoel Ferreira de Miranda Neto

As relações entre Judeus e Cristãos se encontram no interior dos Evangelhos e neste livro Pe. Manoel Miranda situa e analisa as diferentes razões de uma possível separação entre Judeus e Cristãos a partir do Evangelho de São João. Fazendo jus ao “patrimônio comum” recomendado por Nostra Aetate, Pe. Manoel Miranda analisa com nuances diversos textos neotestamentários e demonstra que contrariamente às aparências ou ideologias, a separação entre Judeus e Cristãos acontece de maneira gradativa, localizada e depois de muitas décadas de convivências e de encontros. Assim, entre Judeus e Cristãos, o encontro precede de muitos anos os desencontros. A partilha do “patrimônio comum” foi centenária e muito aquém e além das divisões e separações. Esta tese fundamental, defendida com brilho pelo Pe. Manoel, se encontra nos últimos anos confirmada pela grande corrente de pesquisa representada, entre outros, pelo pesquisador judeu Daniel Boyarin e ela mostra que Jesus não é anterior, mas interior ao judaísmo. De fato, faz-se necessário reconhecer que entre Judeus e Cristãos, o que nos une é bem maior e mais antigo do que nossas divergências sobretudo histórico-bíblicas. A afirmação capital de “patrimônio comum” é um tesouro escondido que precisa ainda ser revelado e lapidado para que juntos, Judeus e Cristãos, com suas legítimas diferenças, possam se engajar para o bem da humanidade, a parti r da Escuta do Sinai e de Sion.


PAI NOSSO: UMA LEITURA JUDAICA DA ORAÇÃO DE JESUS

Rabino Philippe Haddad

O quinto livro da coleção judaísmo e cristianismo וניבא – Pai Nosso, apresenta a oração por excelência do cristianismo segundo os ensinamentos de Jesus à luz da tradição judaica. Desse modo, o autor se empenha na busca das relações que a oração do Pai Nosso estabelece com a liturgia sinagogal de Israel e sua ampla tradição oral. Pois, se por um lado, a oração que Rabi Yeshua nos ensinou mantém sua originalidade, por outro lado, é inegável o contexto em que marca as influências da cultura judaica na oração. Para ao término de sua obra poder enfim constatar que: “No final, o Pai Nosso não nos revelou todas as suas potencialidades, assim como as Parábolas, que ele veiculava uma profunda mensagem que a simplicidade do propósito podia ocultar”.


INTRODUÇÃO À LEITURA JUDAICA DA ESCRITURA

 Anne Avril e Pierre Lenhardt

Nesta obra os confrades da Congregação de Nossa Senhora de Sion (NDS) Anne Catherine Avril e Pierre Lenhardt, apresentam de maneira simples e objetiva de que modo a Escritura, Torá, era lida no contexto do judaísmo vetero e neotestamentário. Os irmãos e as irmãs de Sion buscam aproximar os ouvintes/leitores de que modo, a partir da sinagoga, Israel lia e interpretava seus Textos Sagrados. Dessa leitura/ atualização da Palavra Revelada surgiu o desejo de se encontrar com a vontade do Eterno, pois a Torá, oral e escrita, é um manancial de graças e bênçãos que desde tempos imemoriais os sábios de Israel buscavam incessantemente sua compreensão, a fim de fazer eco as palavras de seus antepassados no monte Sinai que atônitos ao ouvir tudo que Moisés recebera do Senhor proclamaram: “Tudo o que o Senhor disse, nós faremos e escutaremos – ” (Ex 24,7).

Sobre os autores:

Pierre Lenhardt: Nasceu em Strasbourg (França). Professor emérito do Instituto Católico de Paris, da Escola Bíblica de Jerusalém e do Centro Ratisbonne. Especializou-se em línguas bíblicas e no Talmud. É considerado um dos maiores especialistas do Talmud dos últimos anos.

Anne-Catherine Avril: É francesa e vive há mais de quarenta anos em Jerusalém. Mestra em Teologia e lecionou Teologia e Tradição Judaica durante muitos anos no Centro Ratisbonne. Também lecionou Festas Judaicas por um longo tempo na Universidade de Belém.

A UNIDADE DA TRINDADE: A ESCUTA DA TRADIÇÃO DE ISRAEL NA IGREJA

Pierre Lenhardt

A obra do irmão Pierre Lenhardt, grande conhecedor das relações entre Judaismo e Cristianismo, sobre a UNIDADE DA TRINDADE convida seus leitores a perceber, tendo em mãos os textos, o enraizamento da Fé Trinitária na Tradição judaica, tanto bíblica como rabínica” (…). Devemos haurir destes textos a extrema riqueza de suas traduções e comentários. Seu autor conduz assim seu leitor em direção do “meio vital” (milieu vital) que funda esta Tradição: a oralidade e o questionamento mútuo que correm o risco de desaparecer em uma visão unilateralmente especulativa da Teologia Trinitária”. (Christoph Théobald, CJ, in Recherches de Science Religieuse, 2011/4, tome 99, pag. 617).


INTRODUÇÃO À LEITURA JUDAICA DA ESCRITURA

Marivan Soares Ramos

O propósito do livro é de introduzir o (a) estudante, bem como a todos aqueles (as) que se deixam enamorar pela Palavra de Deus, à ciência exegética, ou seja, a alguns métodos, da tradição rabínica e da tradição cristã, que nos ajudam a melhor interpretar e, assim, possibilitando o aprofundamento no conhecimento dos sentidos das Sagradas Escrituras. Portanto, o desejo é demonstrar de que maneira pode-se encontrar um maravilhoso e sempre florido “jardim” a nossa espera. Neste sentido, o objetivo ao interpretar um texto bíblico deve ser o de buscar sentidos para o mesmo e, sendo assim, chamar a atenção das pessoas que nos escutam para alguns pontos mais específicos em vista da interpretação e da atualização do texto.

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